30 jun 2026

O CENTENÁRIO DA PEUGEOT NAS 24 HORAS DE LE MANS: A HISTÓRIA DE UMA CONQUISTA

O mês de junho de 2026 assinalou a ligação histórica de 100 anos da marca PEUGEOT com as 24 Horas de Le Mans, a mais emblemática prova de resistência do automobilismo mundial e o símbolo maior do desporto motorizado francês. A marca foi fundada em 1896 por Armand PEUGEOT, engenheiro e membro da influente família PEUGEOT, sob a designação Société des Automobiles PEUGEOT. Antes mesmo da consolidação do automóvel como meio de transporte, a empresa já desenvolvia bicicletas e triciclos motorizados. Inspirado pelos avanços tecnológicos da época, Armand PEUGEOT apostou num setor promissor, posicionando a marca entre os pioneiros da indústria e de um engenho então revolucionário, o automóvel. Em 1889 era dado a conhecer o Peugeot Type 1.

O mês de junho de 2026 assinalou a ligação histórica de 100 anos da marca PEUGEOT com as 24 Horas de Le Mans, a mais emblemática prova de resistência do automobilismo mundial e o símbolo maior do desporto motorizado francês. A marca foi fundada em 1896 por Armand PEUGEOT, engenheiro e membro da influente família PEUGEOT, sob a designação Société des Automobiles PEUGEOT. Antes mesmo da consolidação do automóvel como meio de transporte, a empresa já desenvolvia bicicletas e triciclos motorizados. Inspirado pelos avanços tecnológicos da época, Armand PEUGEOT apostou num setor promissor, posicionando a marca entre os pioneiros da indústria e de um engenho então revolucionário, o automóvel. Em 1889 era dado a conhecer o Peugeot Type 1.

Desde os primeiros anos do automobilismo, a PEUGEOT demonstrou uma forte vocação para a competição. Em 1894, naquela que é amplamente reconhecida como uma das primeiras corridas automobilísticas da história, um automóvel PEUGEOT conquistou a vitória. Conduzido por Albert Lemaître, o automóvel da marca francesa foi o primeiro a completar, oficialmente, o percurso entre Paris e Rouen, inaugurando uma longa trajetória de sucesso no desporto motorizado.

A partir da década de 1920, a PEUGEOT iniciou a sua participação nas hoje míticas 24 Horas de Le Mans, movida pela ambição de conquistar a mais prestigiada prova de resistência realizada em território francês. Ao longo das décadas, a marca marcou presença de diferentes formas, seja através de equipas oficiais, do fornecimento de motores ou do apoio técnico a equipas privadas. Porém, independentemente do formato da sua participação, a PEUGEOT manteve uma presença quase constante em Le Mans, contribuindo para a história da competição e consolidando o seu legado como uma das marcas mais relevantes do automobilismo internacional, dona de um palmarés extraordinário.

 

Carlos Barros: as memórias do português que venceu as 24 Horas de Le Mans

  • Responsável máximo pelo 905 que garantiu à PEUGEOT, em 1992, a sua primeira vitória nas 24 Horas de Le Mans
  • Ex-Diretor da PEUGEOT SPORT Portugal

 

Carlos Barros fez parte da família PEUGEOT desde 1977, ano em que ingressou na Talbot Sport. Participou nos mais variados projetos de competição do fabricante, tendo assistido, por exemplo, ao surgimento do Grupo B e contribuído para a ascensão do mítico 205 T16. Teve igualmente um papel ativo na presença da PEUGEOT no Paris-Dakar e foi também, a partir da sua fundação em 1996, Diretor de uma das mais reconhecidas e bem-sucedidas equipas de ralis do panorama nacional e internacional, a PEUGEOT SPORT Portugal. Carlos Barros, que atualmente assume funções na FIA – Federação Internacional do Automóvel – , aos 69 anos não esquece, porém, a presença da PEUGEOT no Campeonato do Mundo de Sport Protótipos no início da década de 1990, período no qual assumia as funções de responsável máximo pelo 905 que garantiu à PEUGEOT, em 1992, a sua primeira vitória nas 24 Horas de Le Mans.

Em paralelo com a participação da PEUGEOT no Paris-Dakar no final da década de 1980, começámos a trabalhar no desenvolvimento do 905. O motor foi desenvolvido de acordo com um novo regulamento, um V10 atmosférico de 3.5 litros de cilindrada que, curiosamente, no final do projeto, em 1993, foi utilizado nos Fórmula 1 da McLaren e da Jordan. Na época de 1990, a primeira em que participámos, fizemos apenas as duas últimas provas, Canadá e México. No ano seguinte já fizemos todas as provas do calendário, fizemos um bom arranque de época, mas não fomos campeões. Mas em 1992 conquistámos o título e vencemos as 24 Horas de Le Mans com uma equipa composta pelos pilotos Yannick Dalmas, Derek Warwick e Mark Blundell. Em 1993, a PEUGEOT venceu novamente a prova e conseguiu o feito extraordinário de colocar três carros no pódio”, disse Carlos Barros.

Fazer parte das 24 Horas de Le Mans é o sonho de qualquer entusiasta da competição automóvel. Até para os próprios construtores, pois vencer esta prova é mais prestigiante do que vencer o próprio campeonato. E para isso, todo o trabalho de preparação desenvolvido antes da prova é extremamente importante. Na nossa primeira participação, tivemos alguns problemas de fiabilidade nas caixas de velocidades. A intensidade do momento e a adrenalina nesse primeiro ano era tanta que, lembro-me perfeitamente, não dormi durante a noite. No final da época de 1991 fizemos por isso cinco simulações de 48 horas para garantir o nível de fiabilidade exigido”, comenta Carlos Barros. O trabalho deu frutos, pois o 905 sairia vitorioso do Circuito de La Sarthe na época seguinte, garantindo à PEUGEOT a tão almejada vitória na maior e mais importante prova de automobilismo do mundo.

Fiquei muito feliz com a vitória do carro da minha equipa. É uma sensação única. Para alguém como eu que vivi sempre ligado ao desporto automóvel, são memórias que nunca se vão apagar”, acrescenta.

 

1926 - 1937: O INÍCIO DA LENDA

TUDO POR CAUSA DO PARA-BRISAS!

Alcançando excelentes resultados em diversas corridas disputadas na Europa, com sucesso até nos chamados Grandes Prémios, vendo as suas viaturas e pilotos reconhecidos no chamado novo mundo da velocidade, a PEUGEOT abordaria, em 1926, a prova que lhe faltava: as 24 Horas de Le Mans, evento ainda que recente no calendário motorizado da altura, mas que já atraía marcas e nomes sonantes dessa época.

Na quarta edição da prova, a PEUGEOT estreou-se em Le Mans com duas unidades do 174 Sport, um para a dupla Louis Wagner e Christian Dauvergne e outro para André Boillot e Louis Rigal. Tratava-se do modelo mais luxuoso da marca na época, dotado de um sofisticado motor de quatro cilindros em linha e 3,8 litros, desenvolvido pelos engenheiros Artault e Louis Dufresne, bloco com cerca de 90 cv e bastante veloz para a época, superando a marca de 110 km/h.

A PEUGEOT daria, assim, os seus primeiros passos – ou melhor, voltas – no circuito de Le Mans, numa época em que o automobilismo ainda estava em evolução e resistência e fiabilidade eram as palavras de ordem. O 174 S de Boillot / Rigal ocupava o 2.º lugar a meio da prova (na 82.ª volta) quando foi eliminado, devido a um pilar do para-brisas partido. Isto porque o regulamento da altura estipulava que o automóvel tinha de estar "estritamente em conformidade com a descrição do catálogo comercial" e em perfeito estado de funcionamento em todos os momentos. Após este contratempo, e pelo facto de o outro 174 S também ter abandonado, com problemas no motor de arranque, a PEUGEOT decidiu abandonar o traçado de Le Mans por algum tempo.

 

OS DARL'MAT / PEUGEOT EM DESTAQUE

Em vésperas da Segunda Guerra Mundial, cada vez mais fabricantes automóveis estavam envolvidos nas 24 Horas de Le Mans, uma corrida cada vez mais popular e valorizada pela Europa. A PEUGEOT não tinha planos de colocar carros oficiais na prova, mas teve uma forte presença pelas mãos de um dos seus concessionários parisienses, a Emile Darl'mat.

O regresso da marca à prova, por essa via, aconteceria em 1937, através de três 302 DS (Darl'mat Sport), também conhecidos como 302 Special Sport. Estes roadsters foram o resultado de uma colaboração entre o fabricante e o seu representante, automóveis que viriam a terminar a prova nos 7.º, 8.º e 10.º lugares. Um excelente desempenho, especialmente se considerarmos que 65% das equipas inscritas acabaram por desistir.

Após este início muito promissor, no ano seguinte foram inscritos três 402 Special Sports, com a unidade de Charles de Cortanze e Marcel Contet a terminar no 5.º lugar da geral e primeiro na categoria de 2 litros.

Devido, entre outras razões, à guerra que, entretanto, estalava na Europa seria preciso esperar até meados dos anos 60 para assistir ao regresso oficial da marca do Leão ao traçado de Le Mans, ainda que nos anos 50, o francês Alexandis Constantin se inscrevesse como uma equipa independente em quatro anos consecutivos (1952-1955) com um PEUGEOT 203C, um produto seu equipado com o motor da marca francesa. Para o divulgar e também aprimorar o desenvolvimento, inscreveu-se com um 203C, dotado de um pequeno motor de 1,3 litros na edição de 1952, prova que abandonaria devido a acidente na 15ª hora da corrida.

Repetiria a tentativa em 1953, num 203C com algumas modificações de carroceria para ser mais leve e facilitar as manutenções durante a corrida, terminando a prova no 25.º lugar. Nos dois anos seguintes (1954 e 1955) modificou por completo o 203C, transformando-o numa carroceria tipo barquete e aumentou a cilindrada do motor para os 1,4 litros, dois anos em que problemas na caixa de velocidades o impediram de completar as corridas.

 

1966-1989: EM BUSCA DA VELOCIDADE MÀXIMA

Mais de uma década depois do último carro diretamente relacionado com a PEUGEOT participar em Le Mans, surgiu em 1966 e também em 1967 a equipa de Charles Deutsch, através dos CD SP66 com motores PEUGEOT de 1,1 litros, original do modelo 204.

Associando o reduzido arrasto aerodinâmico da carroçaria desenhada por Daniel Pasquini com a potência do motor, na ordem dos 115 cv, o SP66 atingia uns incríveis 250 km/h na reta de Mulsanne, mostrando-se competitivo, em especial na categoria de motores de pequena cilindrada. Dois carros foram inscritos em ambas as edições, mas nenhum deles terminaria a corrida.

Gérard Welter, francês com fortes ligações à PEUGEOT desde os anos 1960, responsável por projetos geniais como o 205, teve participação ativa em Le Mans nos anos 70 e 80 com a marca do Leão, através de uma equipa própria feita a meias com Michel Meunier, seu sócio e também designer da marca, a Welter Meunier Racing, ou apenas WM. Boa parte dos participantes eram funcionários da PEUGEOT, amigos e outros entusiastas que em muitos casos se voluntariavam a trabalhar na equipa.

A estreia em 1976 não foi das melhores, pois o P76, o seu primeiro modelo com um motor V6 PRV (PEUGEOT-Renault-Volvo) teve um desempenho mediano até sofrer de problemas no tanque de combustível. Depois, em 1979, o trio Raulet/Mamers/Saulnier garantiu a vitória na categoria GTP 3 litros, e o 14.° lugar à geral. Foi em 1980 que a equipa WM terminaria num incrível 4.º lugar. Quatro anos depois, a equipa chegou a liderar a corrida na sua primeira volta, mas manteve-se aí por pouco tempo, devido a problemas de travões.

Dadas as crescentes velocidades máximas alcançadas em Le Mans, a WM Racing entrou no que ficou conhecido como “Projeto 400”, cujo objetivo era bater a marca dos 400 km/h em Le Mans, processo criado a partir de 1987, desenhando-se o P87 com a menor área frontal e o menor arrasto possíveis, adotando-se soluções diversas para arrumar os diferentes componentes mecânicos. Nesse primeiro ano, a velocidade máxima oficial registada seria de 381 km/h. No ano seguinte, um dos últimos anos em que a reta Mulsanne estaria livre das hoje novas chicanes para reduzir as velocidades máximas que, entretanto, ali se iam alcançando, a WM queria entrar para a história criando o carro mais rápido de Le Mans.

Tal aconteceria com o novo P88, evolução do P87, equipado com um motor PEUGEOT V6 de 2.664 cm³ (500 cv às 7.700 rpm) com injeção indireta e dois turbocompressores, concebido por Roger Dorchy, alcançando-se a marca histórica de 407 km/h. O P88 tornou-se, assim, no primeiro automóvel a ultrapassar, oficialmente, a barreira dos 400 km/h em Le Mans, registo até hoje imbatível, designadamente fruto das modificações entretanto operadas no circuito francês.

 

OS ANOS 90: VITÓRIAS COM O PEUGEOT 905

Após essas tentativas “externas”, o Leão voltaria a ouvir-se na década de 90, num projeto que surgiu em sequência dos amplamente premiados resultados no mundo dos ralis. Era altura do desafio Le Mans, num momento que era favorável para a tentativa, fruto da introdução, em 1991, do novo regulamento do Campeonato do Mundo de Resistência e pelo facto de Le Mans prever o uso de motores aspirados de 3,5 litros.

Nascia, assim, o projeto do PEUGEOT 905, iniciado em 1988 e comandado por Jean Todt, então Diretor Técnico de Competições da então denominada PEUGEOT Talbot Sport, que criou, juntamente com a empresa francesa Dassault, especializada em projetos e construção de aeronaves, um chassis de materiais compósitos, em fibra de carbono, com uma sofisticada aerodinâmica. A equipá-lo estava um motor V10 de 3,5 litros, com uma inclinação de 80° e projetado para ser o mais otimizado possível, gerando cerca de 660 cv muito perto das 13.000 rpm, para um conjunto cujo peso rondava os 780 kg.

O 905 era superior aos seus concorrentes da altura, dotados de motores aspirados, mas também perdia pouco para os motores turbo do início da década de 90. Embora a edição de 1991 das 24 Horas de Le Mans tenha sido uma experiência de aprendizagem, com os dois 905 a não conseguirem terminar a prova, já o ano de 1992 terminaria em sucesso absoluto, com o 905 Evo 1 Bis, com nova aerodinâmica, suspensão e melhorias na transmissão e motor com mais de 750 cv a terminar a prova no 1.º lugar com Warwick/Dalmas/ Blundell, levando o segundo carro até ao 3.º posto, com o trio Baldi/Alliot/Jabouille. Uma grande recompensa pelo trabalho árduo de uma equipa muito motivada.

Em 1993, com o desaparecimento do Campeonato do Mundo de Sport Protótipos, a única corrida no programa desportivo de topo que restava era as 24 Horas de Le Mans, prova a que a PEUGEOT voltou para defender a honra e confirmar o favoritismo. Foram inscritos três PEUGEOT 905 Evo 1 Bis e, face ao abandono de maior parte dos seus adversários (Mazda, Porsche e Jaguar), o único adversário declarado era a equipa da Toyota. Os pilotos da PEUGEOT e da Toyota lutaram frente a frente, situação que permaneceu indefinida até ao cair da noite e de madrugada. No final, dominando a corrida e mostrando a competitividade de um projeto feito a partir do zero, a equipa francesa carimbaria não só a vitória, como ocupava todos os três lugares do pódio, na que foi a consagração máxima da marca em Le Mans. Comprovada a excelência da tecnologia da PEUGEOT, este pódio histórico foi uma excelente forma de a marca do Leão se despedir temporariamente de Le Mans.

 

A Pescarolo e o Courage-Peugeot DE 2000 A 2003

Seguiu-se novo período em que entidades externas apostavam na mecânica PEUGEOT para os seus carros de competição, nomeadamente Henri Pescarolo, homem de enorme nome no automobilismo, com mais de trinta participações em Le Mans como piloto, ganhando em quatro ocasiões. Criando em 2000 a Pescarolo Sport, usou chassis Courage, modelo C52, com motores V6 biturbo da PEUGEOT, com 24 válvulas e 3,2 litros de cilindrada, com perto de 580 cv de potência.

Alcançaria, nesse primeiro ano, um surpreendente 4.º lugar com a tripla Grouillard/Bourdais/Clérico, ficando apenas atrás dos Audi oficiais. Na edição seguinte alterou o chassis de carbono, resultando num C60 mais otimizado, registando um 13.° lugar, para no ano seguinte fechar o top-10. 2003 seria o último ano da associação Pescarolo/PEUGEOT premiado com um 8.° lugar.

 

DE 2007 A 2011: A PEUGEOT NA era Diesel

A PEUGEOT regressaria oficialmente a Le Mans em 2007, através do 908 HDi FAP Diesel, em desenvolvimento desde 2005, novo projeto feito a partir de uma folha em branco em que se destacava um cockpit de compósito de fibra de carbono fechado, para aproveitar melhor a aerodinâmica e também as restrições técnicas do motor, diferentes entre os projetos abertos e fechados.

A equipá-lo um motor V12 PEUGEOT bi-turbo de 5,5 litros, em V com uma inclinação de 100°, baixando o centro de gravidade. A tecnologia de injeção direta de combustível e o filtro de partículas diesel eram fundamentais.

Em termos competitivos, o 908 HDi FAP Diesel mostrava-se rápido quer nos treinos, quer mesmo nas corridas, mas a fiabilidade prejudicava os resultados. Seria em 2009 que a PEUGEOT superaria essas dificuldades iniciais do projeto, garantindo uma dobradinha em Le Mans com os trios Brabham/Gené/Wurz e Montagny/Bourdais/Sarrazin, respetivamente 1.ºs e 2.ºs classificados.

Seguiram-se alterações nos regulamentos para 2011, reduzindo-se as cilindradas máximas dos motores de 5,5 litros para 3,7 litros, refazendo-se o projeto 908 para receber um novo V8 com essa cilindrada, sem que se alcançassem resultados de relevo.

Destaque-se neste projeto o piloto português Pedro Lamy, que integrou a equipa oficial Team PEUGEOT Total de forma consecutiva entre 2007 e 2011, pilotando o protótipo Peugeot 908 HDi FAP.

 

2023: O REGRESSO DO LEÃO A LE MANS

O projeto 9X8 assinalou o regresso da PEUGEOT a Le Mans em 2023, doze anos após essa última e inesquecível participação da marca, num novo e inédito projeto rodeado de expectativa. Desenvolvido internamente pela PEUGEOT Sport, distinguia-se pela ausência de um aileron traseiro, apostando no efeito de solo, em contraciclo com as demais equipas do plantel Hypercar.

Na estreia, o 9X8 n.º 94 de Menezes/Duval/Müller chegou a liderar durante várias horas, mas ambos os carros enfrentaram problemas na segunda metade da corrida: o n.º 94 comprometido por um embate e um problema mecânico (foi 12.º na classe Hypercar), enquanto o n.º 93 de Di Resta/Jensen/Vergne terminou no 8.º lugar da geral. A corrida seguinte, nas 6 Horas de Monza, valeu o primeiro pódio da era 9X8 ao n.º 93.

Em 2024, a PEUGEOT apresentou uma versão profundamente renovada do 9X8, com 90% da carroçaria redesenhada, regressando a Le Mans com o n.º 94 de Vandoorne/Di Resta/Duval e o n.º 93 de Vergne/Jensen/Müller, completando ambos os carros as 24 horas sem problemas mecânicos, terminando-a no 11.º e 12.º lugares.

No ano seguinte, no que foi uma edição frustrante, a PEUGEOT voltou a alinhar com os dois carros, tendo o 9X8 n.º 94 (Duval/Jakobsen/Vandoorne) terminado no 12.º posto e estabelecido um recorde de distância na categoria Hypercar, com 384 voltas (5.232 km).

Na sua quarta participação consecutiva desde que regressou às corridas de resistência, o Team PEUGEOT TotalEnergies abordou a última edição em que celebrou o centenário da sua primeira participação com determinação e humildade, plenamente consciente das exigências excecionais do que significa Le Mans e da intensidade da competição na categoria Hypercar. Apesar de não corresponder às expectativas da equipa, uma edição de Le Mans particularmente exigente ditou que os dois PEUGEOT 9X8 chegassem ao final, sem problemas técnicos, sublinhando a fiabilidade do conjunto ao longo de toda a distância.