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28 mai 2021

O lendário Fiat 500, estrela do novo ADI Design Museum

Um novo museu no coração de Milão acolhe a inestimável coleção permanente do “Compasso d’Oro”, o mais antigo e mais conceituado prémio mundial de design, instituído em 1954. Entre as peças mais representativas, está o icónico Fiat 500, premiado em 1959 e 2011.

O lendário Fiat 500, estrela do novo  ADI Design Museum

 

Um novo museu no coração de Milão acolhe a inestimável coleção permanente do “Compasso d’Oro”, o mais antigo e mais conceituado prémio mundial de design, instituído em 1954. Entre as peças mais representativas, está o icónico Fiat 500, premiado em 1959 e 2011.

 

O dia 27 de maio marcou a abertura ao público do novo ADI Design Museum, um espaço dedicado ao “Compasso d’Oro”, o mais antigo e mais conceituado prémio mundial de design, instituído em 1954 e atribuído pela Associação para o Desenho Industrial (ADI) desde 1958. Localizado na Piazza Compasso d’Oro 1, o museu faz parte de uma antiga área industrial com extraordinário impacto arquitetónico e urbano, no centro de um quarteirão estratégico de Milão. Tem em exposição uma seleção de objetos da prestigiada coleção “Compasso d’Oro”: mais de 2300 produtos e projetos, 350 dos quais premiados com o ambicionado título e numerosas menções honrosas, a que se juntarão exposições temporárias e iniciativas de aprofundamento, criando um envolvente sistema narrativo em constante evolução.

 

Entre estas obras-primas da criatividade italiana, não podia faltar o emblemático Fiat 500, autêntico fenómeno social e embaixador dos produtos Made in Italy em todo o mundo. O seu sucesso foi confirmado em 2017, quando um Fiat 500 da primeira geração – que, nos anos 50, deu ao povo italiano o dom da mobilidade e da liberdade – passou a fazer parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, um templo de arte e design de renome mundial. Com a segunda geração, em 2007, o Fiat 500 tornou-se um ícone da moda e do estilo italianos que conquistaram o mundo. Em 2020, também a terceira geração do Novo 500 se revelou pronta para revolucionar a mobilidade urbana em nome da sustentabilidade, impulsionada por inovação e tecnologia.

 

O novo ADI Design Museum exibe dois exemplares do Fiat 500, um de 1957 e o outro de 2007, em representação das duas primeiras gerações do lendário “Cinquino”, ambos distinguidos com o “Compasso d’Oro”, concretamente em 1959 e 2011. O modelo de 2007 pertence à coleção Heritage, departamento dedicado à salvaguarda e promoção do património histórico das marcas Alfa Romeo, Fiat, Lancia e Abarth. Versão Lounge de 2007, apresenta pintura branca metalizada tricamada. Foi, portanto, uma das primeiras viaturas produzidas desde a apresentação do modelo, a 4 de julho de 2007 em Turim, exatamente 50 anos depois do lançamento do primeiro Fiat 500. O conceito inicial tornou-se rapidamente o manifesto da “nova Fiat”, ou seja, adotar uma abordagem original e uma nova forma de conceber o automóvel.

 

“O 500 é um ícone de estilo italiano que nunca passou de moda. Ao longo de décadas, conquistou inúmeros fãs em todo o mundo, graças às suas inconfundíveis linhas e ao seu forte caráter”, explicou Roberto Giolito, designer mundialmente famoso e “pai” do Fiat 500 de 2007, além de responsável do departamento Heritage desde 2015. “O Fiat 500 dá, desde 1957, um toque de cor e um sorriso à vida diária dos seus clientes em todos os cantos do mundo, tendo-se tornado um embaixador de Itália e estabelecido como um símbolo do design made in Italy”.

 

Ao lado das duas gerações do icónico subcompacto da Fiat, está outro modelo com um passado glorioso: o Fiat Abarth 1000 Bialbero, vencedor do “Compasso d’Oro” de 1960. Foi apreciado pelo júri como “uma renovada e eminente afirmação do design italiano no campo automóvel”.

 

Fiat 500, um ícone do passado projetado no futuro

O 500 é dono de uma história fascinante, resultante da genial intuição do mítico designer Dante Giacosa e da ambiciosa estratégia de desenvolvimento e renovação da gama implementada pela Fiat após a Segunda Guerra Mundial. No verão de 1957, a Fiat revelou o Novo 500, destinado a replicar o sucesso do precedente modelo “Topolino”. Do seu antecessor, herdou a fórmula “berlinetta” de dois lugares, atualizada segundo as técnicas mais modernas. Carroçaria autoportante, motor traseiro, quatro rodas independentes; o motor era um dois cilindros refrigerado a ar, o primeiro na história da produção da Fiat. Na altura do lançamento, custava 490.000 liras italianas. Em poucos anos, o 500 impôs-se como o novo carro icónico da juventude italiana, tendo-se afirmado rapidamente em todo o mundo, dos Estados Unidos à Nova Zelândia. O modelo foi fabricado ininterruptamente – em cinco séries – até 1975, tendo sido produzidas mais de 4 milhões de unidades. Um modelo de grande êxito que, em 2007, assistiu à criação da nova geração, destinada a tornar-se uma história de sucesso mundial, comercializada em 100 países por todo o mundo. Deste então, conquistou numerosos prémios, incluindo o “Car of the Year” e o “Compasso d’Oro”. Entre os segredos da sua longevidade está, claramente, a capacidade de evoluir mantendo sempre a própria identidade, como demonstram as mais de 30 séries especiais – baseadas no Fiat 500 e no Abarth 595 – que se seguiram nos últimos anos. Em 2020, começou um novo capítulo da sua longa história, com o lançamento do Novo 500, o primeiro modelo da Fiat exclusivamente elétrico, de admirável e carismático aspeto, e com a capacidade de inspirar a mudança e tornar-se o objeto de desejo da mobilidade com zero emissões.

 

História do prémio “Compasso d’Oro”

Instituído em 1954 e atualmente atribuído de dois em dois anos, o “Compasso d’Oro” surgiu a partir de uma ideia de Gio Ponti e, inicialmente, era patrocinado pelos armazéns La Rinascente, com o objetivo de realçar o valor e a qualidade dos produtos do design italiano, logo desde os seus primórdios. Passou depois para a Associação para o Desenho Industrial (ADI), responsável pela sua organização desde 1958 e que garante a respetiva imparcialidade e integridade. Tem como objetivo enfatizar as qualidades dos produtos Made in Italy, mas, acima de tudo, reconhecer o processo por meio do qual o design acrescenta valor ao mundo da indústria e, transversalmente, à sociedade em geral.
O prémio é conferido por um júri internacional, selecionado a cada edição, mas sempre constituído por peritos de reconhecida experiência das áreas do design e da cultura. O “Compasso d’Oro” premeia os projetos mais meritórios entre os previamente selecionados pelo Observatório Permanente de Design ADI, recolhidos todos os anos pelo “ADI Design Index”. A seleção, levada a cabo por um grupo de mais de 100 peritos, é efetuada com base em critérios científicos, incluindo o desempenho do produto, a respetiva redução de impacto no ambiente, o recurso a novas tecnologias e a novos materiais e a adesão a princípios formais. Complementando o prémio, são também atribuídos, em cada edição, Condecorações para Jovens e Prémios de Carreira “Compasso d’Oro”, tanto a candidatos italianos como internacionais. Em 2020, foram ainda atribuídos Prémios de Carreira dirigidos a produtos, e continuarão a sê-lo futuramente. A Coleção “Compasso d’Oro ADI” está confiada, desde 2001, à Fundação ADI; em 2004, o Ministro Italiano dos Bens Culturais declarou-a “de excecional interesse artístico e histórico”, incluindo-a, assim, no património nacional.

 

ADI Design Museum – Compasso d’Oro

O novo núcleo museológico foi criado a partir da recuperação de um local histórico dos anos Trinta, inicialmente utilizado seja como depósito de veículos puxados a cavalo, seja como centro de distribuição elétrica. O conceito do museu incluiu um plano de renovação com o intuito de dar realce ao rico património de arqueologia industrial como traço distintivo do próprio imóvel. A estrutura tem uma superfície total de mais de 5000 m2, dividida em áreas destinadas a exposições, serviços (cafetaria, livraria e locais de encontro), tutela do museu e escritórios. O acesso é efetuado a partir da praça do jardim público, recentemente premiada com o “Compasso d’Oro”. Com o olhar posto não só na grande tradição italiana, mas também na de museus internacionais, o “ADI Design Museum” candidata-se a ser considerado a nova referência para a comunidade do design e, ao mesmo tempo, um importante agente da divulgação cultural. Um dos grandes alvos são os jovens, que, no futuro, deverão tornar-se portadores dos valores do design italiano. Por fim, mas não menos importante, é de referir que, para garantir uma leitura abrangente e envolvente da história do design, a Fundação ADI – Compasso d’Oro, a Fundação do Museu de Design Trienal de Milão e a Assolombarda, com a sua rede de museus de empresa, constituíram a Associação para o Sistema Museológico de Design de Milão.

 

Porto Salvo, 28 de maio de 2021

 

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