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22 jul 2008
Receitas do Grupo Fiat crescem cerca de 11% e alcançam 32 bilhões de euros no semestre
O Grupo Fiat encerrou o segundo trimestre do ano com as receitas e o resultado operacional mais altos de sua história. O Grupo, ao divulgar hoje, em Turim, na Itália, seus números consolidados relativos às operações mundiais, registra crescimento pelo décimo-quarto trimestre consecutivo, demonstrando o êxito da estratégia de recuperação e fortalecimento do Grupo.
As receitas, relativas a todos os negócios somados, atingiram 17 bilhões de euros no trimestre, 12% acima do registrado no segundo trimestre de 2007. E pela primeira vez o resultado operacional sem efeitos extraordinários (“trading profit”) superou a barreira de 1 bilhão de euros em um trimestre (1,13 bilhão de euros), com um crescimento de 19,6% sobre igual trimestre no ano anterior. A margem sobre as receitas avançou para 6,7%, ante 6,2% em 2007. Ainda no trimestre, o lucro líquido somou 646 milhões de euros, superior ao resultado de 627 milhões de euros registrado no mesmo período de 2007.
Na soma do primeiro semestre, o Grupo Fiat acumula receitas de 32 bilhões de euros, com acréscimo de 10,9% sobre o mesmo período do ano anterior, resultado operacional de 1,9 bilhão de euros, superior em 23,1% na comparação com o primeiro semestre de 2007, e lucro líquido de 1,073 bilhão de euros, ligeiramente superior ao registrado em igual período do ano passado. No relatório divulgado junto com o balanço, o Grupo reafirma também o seu compromisso de atingir os objetivos propostos para 2008 e 2009.
O SEGUNDO TRIMESTRE
As receitas do Grupo cresceram cerca de 12%, para 17 bilhões de euros, na soma de todos os negócios do grupo, no segundo trimestre do ano, apesar de condições operacionais e de mercado heterogêneas nos principais mercados e setores. Eis os principais fatos do trimestre:
- Fiat Group Automobiles (FGA) alcançou no trimestre a venda de 644.700 veículos, crescendo 11,4% em comparação com o segundo trimestre de 2007. Os volumes cresceram na Europa Ocidental (6,6%), com aumentos consideráveis na França (61,6%), Alemanha (29,9%) e Grã-Bretanha (9,5%) e uma queda na Itália (-1,8%), enquanto no Brasil o crescimento das vendas da Fiat continua em alta (+27,2%).
- As receitas do setor de máquinas para agricultura e construções, no qual o Grupo Fiat atua através da CNH, que reúne as marcas Case e New Holland, aumentaram 10,6% em euros (ou 28,1% quando contabilizado em dólares norte-americanos). As fortes vendas de tratores de alta potência e colheitadeiras, somados a melhores preços e mix de produtos, mais do que compensaram a contínua debilidade do mercado de máquinas para a construção na América do Norte e na Europa.
- Os veículos industriais (Iveco) conseguiram um incremento de receitas de 7,8%, devido aos maiores volumes (+4,3% em comparação com o segundo trimestre de 2007) e aos melhores preços. Na Europa, o mercado permaneceu relativamente estável. As vendas da Iveco registraram um forte aumento no Leste Europeu (+20,1%) e na América Latina (+46,9%).
Em conseqüência deste desempenho, o resultado operacional (“trading profit”) cresceu 19,6%, para cerca de 1,13 bilhões de euros, com incrementos em todos os negócios industriais:
- FGA contribuiu com um resultado ordinário de 243 milhões de euros (3,1% das receitas), com um aumento de 25,9% em comparação com o segundo trimestre de 2007.
- CNH registrou um incremento de 51 milhões de euros, alcançando 399 millhõe de euros (+32,9% em dólares).
- Iveco registrou um avanço de 10,7% sobre o ano precedente, contabilizando 248 milhões de euros e melhorando sua margem de 7,8% para 8%.
Ainda no segundo trimestre, o Grupo Fiat tem os seguintes fatos notáveis a relatar:
- Desenvolveu alianças estratégicas na Índia, Tailândia, Federação Russa e Sérvia, além de ter lançado as bases para uma possível colaboração com a BMW no campo dos automóveis e motores;
- O fluxo de caixa industrial líquido de cerca de 1,1 bilhão de euros permitiu a redução do endividamento líquido industrial para 500 milhões de euros, apesar dos desembolsos de 600 milhões de euros em pagamento de dividendos e aquisição de ações próprias.
OS RESULTADOS DO GRUPO NO SEMESTRE
Os bons resultados trimestrais propiciaram um primeiro semestre muito expressivo para o Grupo Fiat, embora o cenário econômico mundial já dê sinais de desaquecimento do nível de atividade.
No primeiro semestre de 2008, o Grupo Fiat faturou 32 bilhões de euros, com um aumento de 10,9% em comparação com o período correspondente em 2007. Os números consolidam as operações mundiais e mostram crescimento em todos os negócios industriais.
O lucro operacional do Grupo (sempre no conceito de “trading profit”) superou 1,897 bilhão de euros, crescimento de 23,1% em comparação com o primeiro semestre de 2007, com uma margem sobre as receitas de 5,9% ante 5,3% na primeira metade do ano anterior. Já o resultado operacional, no conceito tradicional, foi positivo no semestre em 1,914 bilhão de euros, que inclui também 17 milhões de euros relativos a operações e ajustes financeiros.
Já o lucro líquido do Grupo foi de 1,073 bilhão de euros no acumulado do semestre, com variação positiva de 70 milhões de euros sobre o resultado obtido em igual período do ano passado (1,003 bilhão de euros).
Os principais resultados setoriais foram:
Fiat Group Automobiles – no primeiro semestre, o Fiat Group Automobiles faturou 14,6 bilhões de euros, crescendo 11,6% sob impulso do incremento dos volumes vendidos. As vendas somaram 1.208.300 unidades (+7,9%), dos quais 718.400 na Europa Ocidental, onde se registrou um incremento discreto de vendas de 0,3%. Fiat Group Automobiles registrou crescimento de mercado na França (+45,7%) e Alemanha (+23%), e boa performance na Grã-Bretanha (+2,8%), em contraposição à queda de vendas na Itália (-6,8%) e Espanha (-26,3%). O desempenho se deve à retração do mercado europeu, mais acentuado na Itália (-11,5% no semestre) e Espanha (-17,6%). Apesar disto, a FGA ampliou sua participação no mercado italiano no período em 0,4 ponto percentual, para 32%. No outro extremo da tendência do mercado europeu, está o Brasil, cujo mercado cresceu pouco mais de 30% no semestre. A participação da marca Fiat no mercado brasileiro superou os 25% no primeiro semestre. O resultado operacional ordinário do Fiat Group Automobiles no semestre atingiu 436 milhões de euros, avanço de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2007 (385 milhões de euros), em conseqüência do aumento dos volumes, do mix de produtos mais favorável graças à contribuição dos últimos lançamentos e, especialmente, do desempenho positivo do mercado brasileiro, conforme ressalta o relatório.
CNH– no primeiro semestre CNH alcançou receitas de 6,6 bilhões de euros, crescendo 10,4% em comparação com o primeiro semestre de 2007. Quando expressos em dólares norte-americanos, as receitas aumentaram 27,1%. Os ganhos são atribuídos ao aumento da venda de tratores de alta potência e de colheitadeiras, bem como à combinação de melhores mix e preços. CNH fechou o primeiro semestre de 2008 com um resultado operacional ordinário de 597 milhões de euros (9,1% das receitas). Em dólares, o aumento foi de 28,2%.
Iveco – na primeira metade do ano, Iveco obteve receitas de 6 bilhões de euros, um aumento de 12,5% em comparação com o mesmo período de 2007. Foram vendidos 117.097 veículos, 12,1% a mais do que na primeira metade de 2007. A Europa Ocidental absorveu 77.977, com um crescimento discreto de 1,6% nos caminhões leves e pesados e uma queda no segmento médio. O Leste Europeu aumentou suas compras em 38,6% e a América Latina em 38,8%. O resultado operacional ordinário da Iveco foi positivo em 470 milhões de euros (7,8% das receitas), um acréscimo de 96 milhões de euros (+25,7%) em comparação ao primeiro semestre de 2007.
Fiat Powertrain Technologies (FPT) – As receitas alcançadas no primeiro semestre de 2008 pela FPT, fabricante de motores e transmissões do Grupo, subiram para 4,1 bilhões de euros, com um incremento de 15,3% em comparação com o primeiro semestre do ano anterior. As vendas para terceiros e “joint ventures” corresponderam a 22% das receitas. Os veículos de passageiros e veículos comerciais demandaram 1.406.900 motores (+7,4%) e 1.165.700 câmbios (+11,7%), enquanto os motores industriais e marítimos somaram 317.500 unidades (+22,3%). O resultado operacional ordinário da FPT, positivo em 134 milhões de euros, cresceu 10,7% comparado ao primeiro semestre de 2007.
Magneti Marelli – As receitas da Magneti Marelli, fabricante de peças e componentes do Grupo Fiat, somaram 2,9 bilhões de euros no primeiro semestre, crescendo 17,8% em comparação ao mesmo período do ano precedente. O desempenho da empresa alcançou resultados mais significativos no Brasil, Polônia e Alemanha, seja fornecendo para o Grupo Fiat, seja para terceiros. A empresa registrou um resultado operacional ordinário positivo de 117 milhões de euros.
Teksid – A fundição do Grupo Fiat contabilizou receitas de 462 milhões de euros, crescendo 18,2% frente ao primeiro semestre de 2007.
Comau – No primeiro semestre do ano, as receitas da Comau atingiram 511 milhões de euros, com resultado operacional ordinário de 2 milhões de euros, em compararação com perdas de 25 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
PERSPECTIVAS DO ANO
Os resultados positivos conseguidos no semestre e decisões estratégicas tomadas ao longo do período formam uma base sólida para o crescimento das receitas e aumento das margens no período 2008-2010, segundo aponta o Relatório da Administração. O Grupo Fiat entra no segundo semestre de 2008 com uma clara percepção das incertezas e riscos associados à desaceleração dos mercados globais, em particular da economia norte-americana, devido à fragilidade de seu mercado imobiliário e de construção.
A perspectiva para o segundo semestre é de crescimento discreto da economia européia, contrabalançada pela manutenção do ritmo de expansão observado na Ásia e América Latina. Cresce, porém, a preocupação com o aumento de preços de diversas matérias-primas.
No relatório, a Administração reafirma o seu compromisso com os objetivos do Grupo para 2008, após ressaltar que realizou profunda análise dos impactos conjuntos destes fenômenos sobre a demanda dos produtos do Grupo e sobre o desempenho industrial das suas atividades, e também em vista das medidas já implementadas pela Administração para enfrentar os impactos dos fatores negativos.
NO BRASIL
No Brasil, o Grupo Fiat encerrou o primeiro semestre do ano consolidando sua posição estratégica nos diversos mercados em que atua. A Fiat Automóveis é líder de mercado, com 25,1% de participação nas vendas internas de automóveis. No semestre, vendeu 335.886 unidades.
A Iveco, com 4.736 unidades vendidas e 7,7% de participação de mercado, é a marca que mais cresce no mercado de caminhões, enquanto a CNH confirma sua posição de liderança, com 24,49% do mercado de tratores, 50,64% do segmento de colheitadeiras e 38% de market share em máquinas para construção.