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24 jan 2010
Fiat Group anuncia resultados de 2009
O Fiat Group fechou o ano de 2009 com um lucro da gestão ordinária (trading profit) de 1,1 bilhão de euros e endividamento industrial líquido em 4,4 bilhões de euros, ambos resultados melhores que os previstos. A liquidez foi reforçada para 12,4 bilhões de euros. As perspectivas para 2010 mantêm-se positivas. O Conselho de Administração proporá o pagamento de 237 milhões de euros em dividendos. Eis os principais números do Grupo: • O faturamento do Fiat Group em 2009 atingiu 50,1 bilhões de euros, 16% abaixo do nível recorde de 2008 (59,6 bilhões de euros). No quarto trimestre, porém, aumentou em 3,6% em relação ao quatro trimestre do ano anterior.• O lucro da gestão ordinária (trading profit) foi de 1,1 bilhão de euros (3,4 bilhões de euros em 2008), com uma forte contribuição do setor automobilístico.• A margem sobre faturamento foi de 2,1%. Em 2009, foram registradas seguidas melhoras, trimestre a trimestre, como consequência das agressivas medidas de contenção de custos e da estabilização da demanda.• O prejuízo líquido foi de 0,8 bilhão de euros, que inclui o impacto de 0,6 bilhão de euros em encargos atípicos (em 2008, o lucro líquido foi de 1,7 bilhão de euros).• O nível de endividamento industrial líquido foi reduzido para 4,4 bilhões de euros (5,9 bilhões de euros em 2008) e a liquidez cresceu significativamente para 12,4 bilhões de euros (frente a 3,9 bilhões de euros em 2008).• Com base na combinação do resultado líquido do Grupo em 2008 e em 2009, o Conselho de Administração pretende propor um dividendo que abrange as três categorias de ações, no valor de 237 milhões de euros (excluindo as ações próprias).• Para 2010, estima-se um crescimento do faturamento entre 3% e 6%, com lucro da gestão ordinária de 1,5 bilhão e nível de endividamento líquido abaixo dos 5 bilhões de euros.
O Conselho de Administração da Fiat S.p.A. reuniu-se hoje, 25 de janeiro de 2010, em Turim, sob a presidência de Luca Cordero di Montezemolo, para aprovar os resultados consolidados do Grupo no ano de 2009 e no quarto trimestre do exercício. Eis um resumo dos resultados:
• O faturamento do Fiat Group somou 50,1 bilhões de euros no exercício de 2009, recuando 15,9% em relação a 2008. A contração significativa da demanda em todos os segmentos de negócios do Grupo no primeiro semestre, de 23,8% com comparação com o primeiro semestre de 2008, atenuou-se de modo considerável no segundo semestre, registrando uma queda de 6,6% em relação a igual período de 2008.
- Fiat Group Automobiles (FGA) alcançou um faturamento de 26,3 bilhões de euros, 2,4% a menos do que em 2008, com 2,15 milhões de automóveis e comerciais leves comercializados, mesmo volume do ano anterior. FGA encerrou o ano com o melhor quarto trimestre de sua história em termos de faturamento – entre outubro e dezembro, o faturamento alcançou 7,2 bilhões de euros, com um crescimento de 27,1% em relação a igual período de 2008. Ao longo de 2009, a participação de mercado melhorou na Europa Ocidental (+0,6 ponto percentual, para 8,8% de market share), com aumento na Itália (+0,9 ponto percentual, para 32,8%) e em outros mercados estratégicos. No Brasil, o mercado cresceu 12,6% em relação a 2008 e a Fiat manteve a liderança, com participação de 24,5%.
- O faturamento do setor de máquinas agrícolas e de construção (CNH) recuou 20,9%, para 10,1 bilhões de euros, em consequência da forte queda da demanda de equipamentos para construção em todo o mundo e de condições menos favoráveis no setor agrícola, cujas encomendas de tratores e máquinas haviam sido recordes em 2008. A CNH melhorou a participação de mercado no segmento de tratores de mais alta potência na América do Norte e de colheitadeiras na América Latina. A participação no mercado de máquinas de construção aumentou na América Latina, tanto nos segmentos leve quanto pesado.
- A área de caminhões e veículos industriais (Iveco) registrou um faturamento de 7,2 bilhões de euros, 34,1% abaixo dos níveis do ano anterior, com queda de 45,9% nas vendas, para 103.866 unidades. O resultado reflete a forte contração do mercado, especialmente na Europa e no segmento de veículos pesados.
- A FPT – Powertrain Technologies, divisão de produção de motores e transmissões, contabilizou um faturamento de 4,95 bilhões de euros, com uma queda de 29,3% em relação ao ano anterior.
- Magneti Marelli, produtora de peças e componentes, alcançou um faturamento de 4,53 bilhões, recuando 16,9% frente a 2008, devido a um primeiro semestre de forte retração.
- Teksid, a divisão de fundidos do Grupo, registrou um faturamento de 578 milhões de euros, recuando 30,9% frente a 2008.
- Comau, a divisão de automação industrial e de serviços, contabilizou um faturamento de 728 milhões de euros, com um recuo de 35,2% em comparação com 2008.
• O lucro da gestão ordinária (trading profit) alcançou 1,1 bilhão de euros, frente a 3,4 bilhões de euros em 2008. Frente a uma demanda significativamente mais desaquecida, principalmente no primeiro semestre, foram realizados, trimestre a trimestre, constantes ganhos de margem sobre faturamento, sobretudo em função do ajuste dos níveis produtivos e de ações incisivas de contenção de custos.
- FGA obteve um lucro da gestão ordinária de 470 milhões de euros, frente a 691 milhões de euros em 2008. As ações de contenção de custos e a retomada os volumes de vendas do segundo semestre compensaram parcialmente a queda de demanda no primeiro semestre e as condições de mercado que determinaram um mix menos favorável de produtos.
- CNH registrou no ano um lucro da gestão ordinária de 337 milhões de euros, em comparação com 1,12 bilhão de euros em 2008. A rigorosa contenção de custos compensou parcialmente a drástica queda dos volumes de máquinas de construção.
- Iveco contabilizou um lucro da gestão ordinária de 105 milhões de euros, frente a 838 milhões de euros em 2008. A despeito da forte queda de volumes em relação ao ano anterior, ações de redução de custos permitiram obter um resultado positivo e um aumento de margem sobre faturamento trimestre a trimestre. As atividades de assistência de pós-venda, os negócios na América Latina e a área de veículos especiais, sazonalmente mais demandada no final do ano, contribuíram positivamente para o resultado.
- A FPT – Powertrain Technologies apresentou resultado da gestão operacional negativo em 25 milhões de euros, frente ao resultado positivo de 166 milhões de euros em 2008. O resultado decorre da retração de vendas e de um mix de produto menos favorável.
- Magneti Marelli encerrou o exercício com um lucro da gestão ordinária de 25 milhões de euros, frente a 174 milhões no ano anterior.
- Teksid registrou resultado da gestão ordinária negativo em 12 milhões de euros, em comparação com um resultado positivo de 41 milhões de euros em 2008.
- Comau contabilizou um resultado operacional negativo de 28 milhões de euros, comparado com um resultado positivo de 21 milhões de euros em 2008.
• O endividamento líquido industrial do Grupo foi reduzido em 1,5 bilhão de euros, para 4,4 bilhões de euros, principalmente em decorrência de uma rigorosa gestão do capital de giro e de estoques em todas as áreas.
• A liquidez ao final do exercício alcançava 12,4 bilhões de euros e assegura ao Grupo a cobertura de suas necessidades neste e no próximo ano.
• No segundo semestre o Grupo retornou ao mercado de capitais na Europa e nos Estados Unidos, capitalizando-se em 5 bilhões de euros através de quatro emissões de bônus, cuja demanda por subscrições superaram expressivamente a oferta de títulos.
Perspectivas para 2010
Depois de um ano particularmente difícil em 2009, com condições desiguais de mercado nos diversos setores de atuação do Grupo, o ano de 2010 se projeta como um período de transição e estabilização. A expectativa é de um melhor desempenho em todos os setores de atuação, com exceção do setor de automóveis, cujo comportamento dependerá da manutenção dos eficazes programas de incentivo aos veículos ecológicos para sustentar a demanda na Europa Ocidental. Nossas previsões incluem o prosseguimento das rigorosas ações de contenção de custos iniciadas na última parte de 2008 e implementadas com vigor ao longo de todo o ano de 2009.
O programa de investimento que fez parte do plano industrial 2007-2010, apresentado à comunidade financeira em novembro 2006, sofreu uma severa contração em 2009, em resposta à incerteza quanto à curva da demanda para os nossos diversos setores de negócio e ao aperto do mercado de crédito. A expectativa para 2010 é que esta contração se atenuará em 2010, com a retomada de nível normalizado de compromisso de capital em todos os setores, com aumento dos desembolsos entre 30% e 35% em relação a 2009. Os objetivos para 2010, portanto, estão assim definidos:
• Faturamento da ordem de 52 bilhões de euros a 53 bilhões de euros, com aumento entre 3% e 6%.
• Lucro da gestão ordinária (trading profit) de aproximadamente 1,5 bilhão de euros.
• Lucro líquido positivo entre 200 milhões de euros e 300 milhões de euros.
• Endividamento líquido inferior a 5 bilhões de euros.