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02 jan 2012
DS
1° de Outubro de 1955. No Grand Palais, em Paris, uma bomba automobilística explode, como o noticiou a imprensa da época: o DS acabara de nascer
A Citroën, no seu estande, apresenta aos jornalistas do mundo inteiro e ao público petrificado um carro totalmente fora do comum. A marca dos chevrons acabara de revelar aquele que iria substituir o famoso Traction Avant de André Citroën. De uma vez, passa-se do preto à cor, muda-se de século automobilístico, a ficção vira realidade. Como um raio, a criação da Citroën assombra todos os outros. O DS marcou aqueles que viveram este instante. Cinquenta anos depois, o DS está sempre presente e ainda se fala nele, pois ele vive e ainda anda graças aos milhares de colecionadores entusiastas.
Dois homens e suas equipes são a origem desta maravilha de automóvel. Ambos, além disso, foram contratados pelo próprio André Citroën. São os criadores do Traction de 1934, o engenheiro André Lefèvre e Flaminio Bertoni, desenhista e escultor.
Esses homens vão juntar seus talentos para realizar este milagre industrial e eles vão com o DS revolucionar a História do automóvel. Técnica e estilo são confundidos, casados em uma osmose quase que perfeita.
O DS é muito mais do que somente o resultado de um conceito estilístico. Suas formas foram ditadas pelas soluções técnicas adotadas e seu desenho traduz, em uma expressão última, o acordo entre a utilidade e a harmonia, a função e a estética. O conforto e a segurança que estavam no centro das preocupações da Marca se encontram hoje nas suas últimas criações.
Mais de 50 anos se passaram desde sua apresentação e ele entrou pela grande porta na história automobilística mundial. Ele se junta a duas outras criações míticas: o Traction e o 2 CV.
Carro revolucionário, ele fez avançar o mundo automobilístico por inteiro. Democratizando uma tecnologia de vanguarda, ele deu o tom a toda uma geração de automóveis modernos. Ele mostrou o caminho do progresso e, somente por isso, ele é reconhecido universalmente.